quarta-feira, 2 de julho de 2014

CEE da Saúde recebe apenas um dos quatro gerentes das Unidades de Pronto Atendimento

Para o vereador Dr. Jorge Parada que preside a Comissão é injustificável a ausência dos demais gerentes convidados

João Terra Filho foi convidado para dar depoimento (Foto:Jacqueline de Brino)
Na segunda oitiva da CEE (Comissão Especial de Estudos) da Saúde, onde analisa e apura denúncias de supostas negligências médicas, foi escutado o depoimento do Dr.João Terra Filho, professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão e gerente da Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) da Rua Cuiabá, que é administrada pela faculdade.

Outros quatro gerentes foram convidados, porém, através de ofícios, alegaram ausência por problemas pessoais ou profissionais.

Para o vereador Dr. Jorge Parada que Preside a Comissão, é injustificável os demais convidados terem faltado, pois colaborariam de forma expressiva para análises da Comissão.

Os depoimentos de todos convidados é de extrema importância para compor os estudos da nossa Reunião, gostaria de mais comprometimento faltou um pouco de espírito público, pois sem as declarações, nossas análises ficam prejudicadas”, lamentou Parada.

Ainda segundo Parada existe até mesmo a possibilidade futura de convocá-los por meio aprovação do Plenário da Casa de Leis. “Como se trata de CEE pode só ocorrer o convite, mas diante das circunstâncias é indesculpável a ausências dos demais”, completa.
CEE da Saúde Questiona Gerente de UBDS Cuiabá

Mudanças

Em seu testemunho, o médico João Terra, alegou que o processo de mudança na saúde de Ribeirão Preto é de difícil execução.

Trazer mudanças para área da saúde é um procedimento complicado, não acontece da noite para o dia, mas com certeza tem que ser mudado”, afirma o médico.

Para Terra, o excesso de pacientes no pronto atendimento é resultado de falhas na atenção básica e na ausência de programas educativos que instruam os pacientes sobre o funcionamento da urgência e emergência.

Muitas pessoas procuram o pronto atendimento em busca de atenção e até para conversarem com os médicos, além disso, muitas vezes os pacientes preferem ir ao pronto atendimento apenas para pedir atestado. Um outro problema que as UBS enfrentam, é quando o paciente que deve ser atendido no dia que quer e não no dia em que teve o retorno marcado, isso é um problema cultural”. Segundo ele, umas das soluções para sanar esses problemas, seria Ampliar os atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e fortalecer o Programa Saúde da Família.


Para próxima CEE serão ouvidos os responsáveis pela terceirização nos serviços de saúde na rede municipal.





quarta-feira, 25 de junho de 2014

Em sua primeira oitiva CEE da Saúde recebeu depoimentos das famílias que foram vítimas de supostas negligências na rede municipal da Saúde

CEE_Saúde_Famílias vítimas de supostas negligencias
A comissão Especial de Estudos que está analisando os procedimentos utilizadas no atendimento das UBS e UBDS de Ribeirão recebeu em sua primeira audiência, os parentes de Gabriela Zafra e Laís Balan, vítimas de supostas negligências do atendimento da rede municipal.

O primeiro depoimento foi cedido pelos familiares de Gabriela, onde a mãe Fabiana Zafra e o irmão Gustavo, relataram todo o trajeto da menina. Muito emocionados contam que Gabriela, em um único dia, procurou cinco vezes por socorro na rede municipal, antes de falecer.

Gabriela começou a sentir dor de cabeça e mal-estar na tarde de quarta-feira, e tomou um analgésico para conseguir dormir. No dia seguinte, minha filha foi trabalhar, mas voltou a passar mal e então foi levada à Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) Quintino Facci II, por volta de 9h30. Estava tudo normal, mas minha filha ficou incomodada com o tempo de espera e decidimos ir embora, após ter passado apenas pela pré avaliação.Em seguida levei à UPA e lá os médicos disseram que era torcicolo e receitaram relaxante muscular e uma injeção para dor, Depois voltei mais duas vezes onde deram alta, e os médicos só pediram exame quando minha filha já estava quase morta ” relatou Fabiana.
Presidente da Comissão Vereador Dr. Jorge Parada, menbros
Léo Oliveira e Bertinho Scandiuzzi  e vereador Ricardo Silva

O vereador e Presidente da Comissão Jorge Parada está abismado diante dos recentes e lamentáveis episódios envolvendo a saúde no município de Ribeirão Preto.Parada, que também é médico, criticou a falta de preparado no atendimento da rede.

Estou inconformado com o modo que os pacientes vem sendo tratados é inadmissível que ocorram pré consultas por enfermeiros e auxiliares, é muito descaso”, afirma o vereador.

Os familiares de Laís Fernanda Balan, de 22 anos, estão revoltados com a assistência oferecida pela rede pública de saúde, e acreditam que Lais foi mais uma vítima de omissão de atendimento.

Em seu Depoimento, o noivo Renato Ribeiro Alves, contou que Lais passou por duas vezes pela Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) da Rua Cuiabá por causa de dores fortes que sentia na panturrilha, mas como houve muita demora no atendimento resolveu ir até a UBDS Central onde teria recebido diagnóstico de inflamação em um nervo, assim foi medicada e obteve alta, porém como sentia dores e teve convulsões, voltou ao posto, mas já era tarde demais Laís teve parada cardiorrespiratória e morreu no local.

Temos caso de trombose na família e desconfiamos pelos sintomas que poderia ser esse o motivo da dor, e implorei ao médico responsável para que fizessem um raio x da perna da minha noiva, mas nada foi feito”, nos conta Renato.

A investigação da Comissão continua, e em sua próxima reunião foram convidados médicos e funcionários envolvidos no atendimento a Gabriela e Laís para depor. Para o Presidente da Comissão Dr. Jorge Parada, a reunião servirá para sanar falhas estruturais.


Não vamos focar o nosso trabalho apenas nos óbitos que ocorreram nos últimos dias. Queremos ir muito além, principalmente para apurar as possíveis falhas, não só humanas, mas estruturais”, afirma Parada.