segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Um Guerreiro Chamado Luiz Gushiken

           

            Quase que uma marca do destino, no último dia 13 faleceu um dos maiores exemplos pela luta da democracia no Brasil. Um homem que enfrentou todas dificuldades de cabeça erguida, com coragem e dignidade.
             Começou sua vida política como sindicalista, tendo intensa participação nas greves contra a ditadura, no final dos anos 1980. Foi deputado federal por três mandatos e ministro da Comunicação Social durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda jovem, Gushiken mudou-se para São Paulo, onde morou no Brás e começou a trabalhar como escriturário no Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, onde ficou de 1970 a 1999. Daí passou a atividades sindicais, chegando à presidência do Sindicato dos Bancários. À época da ditadura, militou na tendência Liberdade e Luta (Libelu), braço da Organização Socialista Internacionalista, de orientação trotskista. 

               


              Como poucos, ele tinha a coragem de ser, de dizer e de fazer. 
              Ser militante sindical numa família japonesa não era fácil, Gushiken teve a coragem de ser. 
             Ser de esquerda na época da ditadura militar não era fácil, Gushiken teve a coragem de ser. 
             Enfrentar uma demissão no Banespa por causa da militância política.
             Enfrentar um câncer que lhe atrapalharia a vida.
             Liderar a maior greve dos bancários que o Brasil já teve e depois organizar o Partido dos Trabalhadores, ajudar na fundação da CUT, liderar o PT e ir para o governo do presidente Lula para ajudar a mudar o Brasil e ainda conseguir tempo para cuidar dos filhos, Tudo isto Gushiken enfrentava e fazia ao mesmo tempo.
             


          

           Sua força, ética e competência serão sempre lembrados por nossa militância. Com sua morte, o Brasil e toda a nossa geração perdem um referência intelectual.






Fonte: Vagner Freitas - Presidente Nacional CUT

             Diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região
             Rui Falcão - Presidente Nacional do PT

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

V Congresso de Bioética de Ribeirão Preto

                 


                          Ontem, dia 12/09 teve início do V Congresso de Bioética de Ribeirão Preto, prosseguindo até o dia 14/09, serão discutidos temas relacionados aos dilemas bioéticos, defendidos por médicos e demais interessados neste universo. 
                Coordenado pelo médico Dr. Isac Jorge Filho, conselheiro do Cremesp e membro da Câmara Técnica Interdisciplinar de Bioética da Casa, o Congresso acontece no Centro Médico de Ribeirão Preto (Rua Thomas Nogueira Gaia, 1275 - Jardim Irajá). 
                 Para Isac Jorge, "a divulgação da Bioética figura entre os papéis mais importantes de um Conselho de Medicina, como Conselho de ética que é". Nesta edição, as palestras abordam assuntos como : "Aspectos éticos e bioéticos nos extremos da vida"; "Problemas ambientais e Bioética"; "Ensino Médico"; "Direito à escolha" e "Bioética e Espiritualidade".

Fonte: Centro de Bioética - Cremesp

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O QUE SÃO VARIZES? O QUE PODEMOS FAZER?

                     

         Varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem sob a superfície cutânea. Dependendo da fase em que se encontram, podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre.

Alguns Fatores que Favorecem o Aparecimento das Varizes:
• Idade – costumam aparecer a partir de 30 anos de idade e podem ir piorando com o passar dos anos. É pouco freqüente antes dos 30 anos. Entretanto, as micro varizes ou “aranhas vasculares”, também chamadas de “vasos”, podem aparecer em pessoas bem mais jovens.
• Sexo – as mulheres são mais propensas do que os homens; fatores hormonais da gestação, menstruação e menopausa parecem ter relação com a maior facilidade de dilatação das veias; alguns pesquisadores relatam que as terapias de reposição hormonal e anticoncepcionais aumentam o risco de varizes.
• História Familiar – se há uma incidência de varizes na família, a sua chance de ter a doença será maior.
• Obesidade – o sobrepeso aumenta a pressão sobre as veias e dificulta o retorno venoso.• Traumatismo nas pernas;
• Temperatura – exposição ao calor por tempo prolongado pode provocar dilatação das veias. Não é à toa que a incidência de varizes é um pouco menor nos países mais frios. Portanto, cuidado com a exposição excessiva ao calor do sol, das saunas, dos fornos, etc.
• Tabagismo – pesquisas revelam que a parede das veias também sofre as agressões das substâncias contidas nos cigarros;
• Gravidez – Durante a gravidez a quantidade de sangue circulante aumenta e, portanto, aumenta o trabalho das veias. Aumenta também a quantidade de progesterona, aquele hormônio que dilata as veias. Outro fato que acontece na gestação: o útero vai aumentando de tamanho e vai comprimindo as veias do abdômen e da região pélvica da mulher, colocando assim um obstáculo para a subida do sangue das pernas para o coração. As “varizes” que aparecem durante a primeira gravidez frequentemente desaparecem após o parto. Já aquelas que surgem a partir da segunda gestação costumam permanecer após o nascimento do bebê.
• Sedentarismo – o movimento das pernas é muito importante para “bombear” o sangue das veias. Portanto, ficar muito tempo sentado ou em pé parado é muito ruim para o trabalho das veias. Os exercícios e o combate ao sedentarismo são muito importantes para a circulação corporal. Portanto, muito cuidado com os trabalhos em que somos obrigados a ficar parados muito tempo.
• Pílulas anticoncepcionais e reposição hormonal – mais uma vez encontramos o problema dos hormônios atrapalhando as veias da perna. Alguns pesquisadores já responsabilizam os hormônios anticoncepcionais pelo aparecimento de varizes em mulheres jovens.

QUAIS OS SINAIS E SINTOMAS DAS VARIZES?
Na grande maioria das vezes a queixa principal é a estética: na posição de pé, as veias ficam dilatadas, tortuosas e muito visíveis. Além disso, outros sinais e sintomas podem estar presentes. Alguns desses sinais e sintomas são:
• Presença de veias azuladas e muito visíveis abaixo da pele;
• Agrupamentos de finos vasos avermelhados que alguns pacientes referem como “pequenos rios e seus afluentes”;
• Queimação nas pernas e planta dos pés;
• Inchação, especialmente nos tornozelos ao final do dia;
• Prurido ou coceira;
• Cansaço ou sensação de fadiga nas pernas;
• Sensação de peso nas pernas;
• Câimbras
TRATAMENTO
Existem diferentes tipos de tratamentos para as varizes. O mais importante são as medidas preventivas. Quando estas medidas de precaução não são suficientes, o seu médico poderá indicar um ou vários dos tratamentos abaixo:
• Escleroterapia química– É provavelmente a técnica usada há mais tempo. Muito utilizada para as micro varizes ou vasos e para as varizes de calibre muito pequeno. Consiste na injeção de substancias esclerosantes que expulsam o sangue para as veias normais e entopem as veias que estão sendo tratadas. Embora essas injeções precisem ser repetidas em algumas veias, a escleroterapia costuma ser muito eficaz e com excelentes resultados quando realizada por médicos experientes.
• Cirurgia – as cirurgias de varizes estão cada vez menos agressivas. A grande maioria das varizes pode ser realizada hoje através de mini-incisões e o tempo de internação hospitalar raramente precisa passar de 24 horas. As varizes retiradas numa cirurgia não provocam danos à circulação, uma vez que as outras veias normais e o sistema venoso profundo normal se encarregam de garantir o fluxo de retorno.
• Laser escleroterapia – a escleroterapia com laser está em evolução e ainda não substitui a escleroterapia química. Não pode ser aplicada em todos os tipos de pele e ainda não dá bom resultado nos vasos de calibre maior. Novas tecnologias com laser em desenvolvimento poderão ampliar a sua utilização. No Brasil alguns médicos fazem o tratamento misto: laser e injeções.
• Laser endovenoso – consiste na introdução de cateter com laiser dentro das varizes com a intenção de destruí-las pelo calor. É uma técnica ainda em fase experimental.
• Radiofrequência – é a mesma técnica anterior usando o calor produzido por cateteres dotados de dispositivo de RF (radio-freqüência).


Baseada em matéria de http://www.varizes.org.br/