sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

PATRIMÔNIO HISTÓRICO - A NOSSA “MARIA FUMAÇA”


Preocupado com a preservação histórico/cultural apresentei na Câmara Municipal de Ribeirão Preto o Requerimento de n. 15.497 solicitando informações da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto acerca da restauração da locomotiva a vapor que se encontra na Praça Schmidt, ao lado do Pronto Socorro Central.

Interessante observarmos que as primeiras locomotivas apareceram no século XIX, eram propulsionadas por motores a vapor e foram, sem dúvida, o mais popular meio de transporte até o final da Segunda Guerra Mundial. No Brasil eram chamadas popularmente como "Maria-Fumaça", em virtude da densa nuvem de vapor e fumaça produzidas quando em movimento.

A primeira locomotiva a vapor foi construída por Richard Trevithick e fez o seu primeiro percurso em 21 de Fevereiro de 1804, no entanto, muitos anos passaram até que se tornassem num meio de transporte prático e economicamente viável[1].

A Prefeitura Municipal nos informou que está desenvolvendo um projeto denominado “Identidades Culturais” com a proposta de revitalização do “Centro Histórico” de Ribeirão Preto, que englobaria a restauração da nossa “Maria Fumaça”.

Espera-se, assim, que a Prefeitura Municipal execute tal projeto o mais rápido possível, para que possamos ter a nossa “Maria Fumaça” restaurada, preservando-se a nossa história e cultura.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O USO DO JALECO

           
Imagem:  http://www.voltaredonda.rj.gov.br/hmr/noticias/prevencao_jalecos2010.php         

             Foi promulgada a Lei Municipal de minha autoria que proíbe o uso do jaleco fora do ambiente de trabalho, publicada no dia 12/01/2011. 
            O uso de vestimentas de proteção individual como aventais e jalecos pelos profissionais da área de saúde fora do ambiente de trabalho ainda é comum nas imediações de hospitais, clínicas e hospitais - escola, mas a prática pode contribuir para a transmissão de bactérias e vírus, que podem se alojar por até dois meses nos tecidos e resultar em infecções hospitalares.
            Aproximadamente 90% das bactérias resistem durante 12 horas e os tecidos de aventais e jalecos podem carregar a Ancinetobacter, que é um microorganismo que pode levar à infecção generalizada.
            Esse uso inadequado é prejudicial porque os microorganismos dos espaços onde estão os pacientes doentes são diferentes dos que existem em outros locais. Há médicos que entram em contato com esses doentes e saem para lanchar vestidos com o jaleco. Eles levam as bactérias do hospital para a rua e trazem outras desses lugares.
            Os jalecos dos médicos britânicos tiveram as mangas encurtadas, em uma tentativa do governo de conter os casos de infecção hospitalar.
            Espero, estar contribuindo para reduzir diversas infecções e assim melhorar cada vez mais a saúde de Ribeirão Preto.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

UMA PORTA PARA O MUNDO




Há mais de uma década que o aeroporto Leite Lopes exibe claros sinais de que sua estrutura é demasiadamente pequena para a demanda existente. No ano de 2009 o Aeroporto de Ribeirão Preto concentrou 35,18% de toda movimentação aeroportuária registrada pelo DAESP no estado de São Paulo. No ano de 2010 o aeroporto Leite Lopes registrou 593 mil passageiros contra os 473 mil de 2009 , um incremento de 25,26%. Mais do que idas e vindas de passageiros os dados refletem o dinamismo econômico de nossa região. A esmagadora maioria dessas viagens é feita por executivos de empresas que fecham importantes negócios trazendo trabalho, emprego, impostos, conhecimento e a mais variada gama de outros recursos que beneficiam direta e indiretamente cada morador de nossas cidades. Os números não deixam dúvidas de que as reformas que estão sendo implementadas no aeroporto Leite Lopes já se revelam insuficientes para atender mesmo as demandas de curto prazo.
Entretanto, em que pese sua importância, quando pleiteamos um aeroporto internacional em Ribeirão Preto a referencia, é bom que fique claro, não está restrita apenas ao transporte de passageiros. Estamos reivindicando toda logística de uma aduana para nossa cidade e região. Estamos lutando para que nossa região tenha sua porta de acesso direto ao mercado globalizado que, concordemos ou não, é onde acontecem as relações de troca no mundo moderno. Ter o pé dentro deste mercado fará a diferença entre o sucesso ou fracasso de qualquer parque econômico.
A sociedade ribeirãopretana está consciente de suas necessidades e do que representa para nosso futuro um aeroporto internacional de cargas e passageiros. Muito se tem falado e discutido sobre o assunto até que finalmente, entre os anos de 2005 e 2008, autoridades federais e estaduais vieram a público e declararam que Ribeirão Preto receberia seu aeroporto internacional de cargas. O DAESP, ao que tudo indica, trabalhou freneticamente para que esse aeroporto fosse o Leite Lopes mesmo porque serviria para resolver alguns problemas que, por descuido ou negligencia, se acumularam naquele aeroporto. Estudos foram feitos, audiências públicas realizadas, debates foram travados e todo um arsenal burocrático marchou pelos diversos órgãos públicos. Esperançosa a cidade testemunhou às inúmeras promessas juramentadas do Governador do Estado e de seus prepostos de que Ribeirão Preto, em breve, teria seu aeroporto internacional de cargas. E quando enfim as trombetas soaram, recebemos do Governador, feito aquela elefanta que depois de quatro anos de gravidez entre gemidos e urros pari uma pulga, uma pálida reforma no terminal de passageiros com pequenos ajustes na pista do aeroporto. Enquanto isso as promessas juramentadas jazem sob um silencio tumular.
Entretanto enganam-se os que pensam que a cidade descansa sobre a inércia de gestores incompetentes ou mal intencionados. Ao contrario a cidade toda está consciente da importância estratégica do aeroporto internacional para o desenvolvimento de nossa região. A Comissão Especial de Estudos sobre o Aeroporto instalada na Câmara Municipal em 2010, presidida por mim e composta por mais outros sete vereadores, acompanha, de perto, as tratativas que estão sendo feitas sobre o assunto.
Pretendemos, tão logo o novo governo federal se instale, fazer gestões junto ao INFRAERO e a ANAC para pleitear soluções de curto e longo prazo para as reivindicações justas de nossa cidade e região.

Dr. Jorge Parada
Médico e vereador – PT