Foi promulgada a Lei Municipal de minha autoria que proíbe o uso do jaleco fora do ambiente de trabalho, publicada no dia 12/01/2011.
O uso de vestimentas de proteção individual como aventais e jalecos pelos profissionais da área de saúde fora do ambiente de trabalho ainda é comum nas imediações de hospitais, clínicas e hospitais - escola, mas a prática pode contribuir para a transmissão de bactérias e vírus, que podem se alojar por até dois meses nos tecidos e resultar em infecções hospitalares.
Aproximadamente 90% das bactérias resistem durante 12 horas e os tecidos de aventais e jalecos podem carregar a Ancinetobacter, que é um microorganismo que pode levar à infecção generalizada.
Esse uso inadequado é prejudicial porque os microorganismos dos espaços onde estão os pacientes doentes são diferentes dos que existem em outros locais. Há médicos que entram em contato com esses doentes e saem para lanchar vestidos com o jaleco. Eles levam as bactérias do hospital para a rua e trazem outras desses lugares.
Os jalecos dos médicos britânicos tiveram as mangas encurtadas, em uma tentativa do governo de conter os casos de infecção hospitalar.
Espero, estar contribuindo para reduzir diversas infecções e assim melhorar cada vez mais a saúde de Ribeirão Preto.
Há mais de uma década que o aeroporto Leite Lopes exibe claros sinais de que sua estrutura é demasiadamente pequena para a demanda existente. No ano de 2009 o Aeroporto de Ribeirão Preto concentrou 35,18% de toda movimentação aeroportuária registrada pelo DAESP no estado de São Paulo. No ano de 2010 o aeroporto Leite Lopes registrou 593 mil passageiros contra os 473 mil de 2009 , um incremento de 25,26%. Mais do que idas e vindas de passageiros os dados refletem o dinamismo econômico de nossa região. A esmagadora maioria dessas viagens é feita por executivos de empresas que fecham importantes negócios trazendo trabalho, emprego, impostos, conhecimento e a mais variada gama de outros recursos que beneficiam direta e indiretamente cada morador de nossas cidades. Os números não deixam dúvidas de que as reformas que estão sendo implementadas no aeroporto Leite Lopes já se revelam insuficientes para atender mesmo as demandas de curto prazo.
Entretanto, em que pese sua importância, quando pleiteamos um aeroporto internacional em Ribeirão Preto a referencia, é bom que fique claro, não está restrita apenas ao transporte de passageiros. Estamos reivindicando toda logística de uma aduana para nossa cidade e região. Estamos lutando para que nossa região tenha sua porta de acesso direto ao mercado globalizado que, concordemos ou não, é onde acontecem as relações de troca no mundo moderno. Ter o pé dentro deste mercado fará a diferença entre o sucesso ou fracasso de qualquer parque econômico.
A sociedade ribeirãopretana está consciente de suas necessidades e do que representa para nosso futuro um aeroporto internacional de cargas e passageiros. Muito se tem falado e discutido sobre o assunto até que finalmente, entre os anos de 2005 e 2008, autoridades federais e estaduais vieram a público e declararam que Ribeirão Preto receberia seu aeroporto internacional de cargas. O DAESP, ao que tudo indica, trabalhou freneticamente para que esse aeroporto fosse o Leite Lopes mesmo porque serviria para resolver alguns problemas que, por descuido ou negligencia, se acumularam naquele aeroporto. Estudos foram feitos, audiências públicas realizadas, debates foram travados e todo um arsenal burocrático marchou pelos diversos órgãos públicos. Esperançosa a cidade testemunhou às inúmeras promessas juramentadas do Governador do Estado e de seus prepostos de que Ribeirão Preto, em breve, teria seu aeroporto internacional de cargas. E quando enfim as trombetas soaram, recebemos do Governador, feito aquela elefanta que depois de quatro anos de gravidez entre gemidos e urros pari uma pulga, uma pálida reforma no terminal de passageiros com pequenos ajustes na pista do aeroporto. Enquanto isso as promessas juramentadas jazem sob um silencio tumular.
Entretanto enganam-se os que pensam que a cidade descansa sobre a inércia de gestores incompetentes ou mal intencionados. Ao contrario a cidade toda está consciente da importância estratégica do aeroporto internacional para o desenvolvimento de nossa região. A Comissão Especial de Estudos sobre o Aeroporto instalada na Câmara Municipal em 2010, presidida por mim e composta por mais outros sete vereadores, acompanha, de perto, as tratativas que estão sendo feitas sobre o assunto.
Pretendemos, tão logo o novo governo federal se instale, fazer gestões junto ao INFRAERO e a ANAC para pleitear soluções de curto e longo prazo para as reivindicações justas de nossa cidade e região.
O sonho de administrar uma cidade é tão comum que há cerca de uma década foi lançado o jogo para computador/videogames que simula essa oportunidade e, até hoje, faz sucesso em suas sucessivas versões. O jogador pode optar entre construir uma cidade nova ou administrar uma grande cidade conhecida e assistir, de camarote, as conseqüências de suas escolhas administrativas. Escolhas equivocadas levam o administrador a ganhar uma sonora vaia, mas este sempre tem a seu dispor a possibilidade de “apagar” a cidade e começar de novo.
A realidade, porém, é muito mais dura e cruel. Escolha errada, omissões, negligência e má fé implicam em perda de investimentos, degradação do patrimônio público, desemprego, doenças, insegurança, prejuízos e até mortes. Administrar uma cidade é muito mais que fornecer cestas básicas e fazer discursos desprovidos de lastro. O governo passado encerrou seu mandato anunciando que transformara Ribeirão Preto em um canteiro de obras. Mas a quem e a que serviram essas obras? Certamente não é à população de Ribeirão Preto. O Colégio Dom Amaral Mousinho, referencia no ensino municipal, após uma reforma de mais de R$ 5 milhões foi recebido pela atual administração sem condições de uso. As esperanças e alegrias geradas por ocasião do anuncio da reforma da Praça das Bandeiras transformou-se, na entrega, em espanto e horror manifesto na recente revolta do Padre Chico.
Se algumas obras surpreendem pelo mau feito outras o fazem pela absoluta falta de compromisso com os prazos contratados. Por exemplo, a reforma do Parque Ecológico Maurílio Biagi, com recursos estimados em mais de R$ 2 milhões e entrega anunciada para março de 2009 teve, em abril daquele ano, seu prazo prorrogado por mais 60 dias e ainda hoje a cidade aguarda sua conclusão. Na área da saúde os investimentos não tem tido sorte melhor. A UBS de Vila Tibério que está em vias de ser entregue como concluída já tem contra ela denuncias que a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal, presidida por este vereador, teve oportunidade de, in loco, averiguar.
Mazelas, pontuais ou não, à parte, cabe perguntar por que razões tantos problemas ocorrem com quase tudo que envolve o poder público? Obras são licitadas, projetos detalhados, memoriais descritivos elaborados e quando a obra é entregue nada do que era esperado afinal se materializou. Diferentemente da ficção virtual dos joguinhos, não dá simplesmente para esquecer os erros ou “deletar” uma experiência fracassada para começar tudo de novo. No mundo real erros e negligências passam a fazer parte de nossas vidas e, alguns deles, determinam nosso futuro.
O tapete de buracos em que se transformaram nossas ruas e avenidas, além dos incômodos que nos trazem, é o retrato fiel da maneira como alguns gestores têm conduzido nossa cidade. Duvido que conduzam seus negócios particulares com a mesma parcimônia e ineficiência com que tratam o dinheiro público.
Hoje, mais do que nunca, Ribeirão Preto anseia por uma administração que, mesmo distante de ser modelo de eficiência, pelo menos não transforme nossos mais caros sonhos em pesadelos.